Um piquenique de prazeres!
Sons da natureza humana
Animalizando outros seres…
Ondas de uma sensação leviana
Banhando torpes dizeres…
Fumaças etéreas eternizando o momento,
E milhares de pensamentos vagos,
Mas a certeza do sentimento…
.
Goles lúdicos de auto-conhecimento,
Pinos e pistas de outras estadas
Ar em brisa, e brisa em movimento,
Todos muito atentos – pessoas escoladas!
Em meio a cada passo e cada toque,
Do jazz eletrocutado ao rock,
Eis que o Menino Lunar sente um choque:
Quanta leveza – plase don’t stop!,
Quanta pureza, quanto gosto!
Se vê a qualidade pelo teu rosto!
Mas se a tua cara é igual à minha,
Quem de nós dois tomou aquela balinha?
.
E nessa dúvida que paira sobre a liberdade,
Satisfeito por quanto sorri,
Eis que o Menino sente o peso da vaidade,
Finalmente cerrado em sua cratera à dormir…
.

