Crônica Ébria do Menino Lunar

•December 19, 2011 • Leave a Comment

Um piquenique de prazeres!

Sons da natureza humana

Animalizando outros seres…

Ondas de uma sensação leviana

Banhando torpes dizeres…

Fumaças etéreas eternizando o momento,

E milhares de pensamentos vagos,

Mas a certeza do sentimento…

.

Goles lúdicos de auto-conhecimento,

Pinos e pistas de outras estadas

Ar em brisa, e brisa em movimento,

Todos muito atentos – pessoas escoladas!

Em meio a cada passo e cada toque,

Do jazz eletrocutado ao rock,

Eis que o Menino Lunar sente um choque:

Quanta leveza – plase don’t stop!,

Quanta pureza, quanto gosto!

Se vê a qualidade pelo teu rosto!

Mas se a tua cara é igual à minha,

Quem de nós dois tomou aquela balinha?

.

E nessa dúvida que paira sobre a liberdade,

Satisfeito por quanto sorri,

Eis que o Menino sente o peso da vaidade,

Finalmente cerrado em sua cratera à dormir…

.

Primeira Crônica do Menino Lunar

•December 13, 2011 • Leave a Comment

Quando Tudo e Nada

Confundiram-se,

E algo começou a surgir,

O Menino Lunar,

Com um sentimento entre a sabedoria

E o inexplicável,

Concebeu-se-lhe o infinito.

.

A Convocação do Menino Lunar

•December 13, 2011 • Leave a Comment

Vós que sois cérebro entre corações,

Que vês nos pastos cinzas

Um imenso laboratório

De encabrestadas multidões,

Que sentes ver de longe,

Tua cabeça, teu observatório.

Tua mente só, um capitólio

Vazio.

A quem pronuncias,

Num tom sereno –

Se mal entendido, sombrio –

Verdades cruas e algumas profecias…

.

Vos conclamo,

Menino Lunar,

Quem quer sejas, ou onde estejas,

A mostrar o que percebes

E o que sabes.

.

Amici nella percezione,

Siamo chiamati!

Perché il mondo forse a corto di tempo

Senza qualche dell’ Illuminati.

.

Crônica de Um Olhar

•December 13, 2011 • Leave a Comment

Estava o menino lunar

a observar por ai,

a conhecer o mundo,

a tentar entender suas inconsistências

e seus aparentes absurdos,

caminhos cinzas

levando a outros caminhos ainda mais obscuros,

almas penando distraídas,

entre indas e vindas

e medos de uma saída

ou de um fim.

Quando, assim, de repente,

algo novo e surpreendente,

fez o menino parar:

intrigante e impossivelmente,

uma supernova e um buraco negro,

simultâneos e absolutos,

a destruir e recriar,

apontando em segredo

a entropia num olhar…

.

Crônica da vinda pra Terra

•December 13, 2011 • Leave a Comment

O menino Lunar, por obvio,

vivia na Lua.

De lá ele observava a Terra,

e as estrelas, e a água e o universo.

E ele observou, durante muito tempo, o verde virar cinza.

E, inconformado com tão absurda troca,

veio à Terra tentar entender.

Preparou-se.

Observou mais um pouco.

E numa rápida decisão envolveu-se.

E transportado pelos ventres acolhedores de várias terráqueas aleatórias,

em cantos quaisquer do mundo,

conceberam-se.

E em choros mais ou menos intensos,

desconfortáveis e libertadoramente felizes,

chegaram.

.

A Canção Antropológica do Menino Lunar (em ritmo de maracatu)

•December 13, 2011 • Leave a Comment

Agora, sentado na nuvem

Alta do Menino Lunar

Observo no mundo das pessoas

Algo que me faz pensar:

Por que elas não fazem isso?

- Sinceramente, sei lá!?

.

Milhões de máquinas frenéticas

Brigando por um lugar,

Com tão pouco tempo e inteligência

Vagando de lá para cá…

.

E quantas almas assim,

Emburradas, vimos passar?

Perdidas, doídas, sofridas,

Na sua vingança do seu penar…

.

E quantas naves partidas

Nunca viram o lado de lá?

Uma viagem, milhares de vidas,

E somente o destino a julgar!

.

De um lado guerras perdidas

Do outro, brigas a travar,

Sempre juntas, Perfeição e Vida,

Constantemente a mudar…

.

Deuses, deusas e mortais,

Viveram e morreram sem mais,

Propiciando caridades

E tremendos bacanais!

.

Povos unidos por sua diferença,

Seus medos dos “iguais”,

Pois cada um, em cada crença,

Desconhece seu satanás.

.

Se mesmo Hades, no submundo,

Justiça às almas traz,

Que pecado provado em segredo

Com sua moral finalmente jaz?

.

E nesta condenação ao degredo,

- um passo pra frente, e dois para trás –

Olhamos pro lado com medo,

Porque sabemos que somos iguais.

E triste de quem vê esse árduo enredo

Engendrado por “Nosso Pai”.

.

E ao encerrar a canção,

Do alto da nuvem, estrelas no céu,

Instrumentos e coração,

O Menino Lunar estende o chapéu,

E agradece a vossa atenção.

.

(Obrigado!, Muito obrigado!) x Meninos Lunares…

.

Profecia de Paz do Menino Lunar

•December 13, 2011 • Leave a Comment

Profecia de Paz do Menino Lunar

.

Quando trocarmos os campos de batalha

Por parques de diversões;

Quando enterrarmos a tristeza na mortalha

E abrirmos nossos corações

Haverá Paz…

.

Quando abdicarmos da vitória solitária

Para sermos amigos,

Suportaremo-nos em nossas falhas

Com abraços e sorrisos

E haverá Paz…

.

Quando a educação for dos nossos filhos

E não só nossa até a morte

Libertaremos uma geração de prodígios

À razão e não mais à sorte

E haverá mais…

.

Quando a verdade existir para todos nós

- E nossas mãos limpas por suor e labor -

Libertaremo-nos do medo de estar só

E, livres do ódio, sentiremos o Amor,

E haverá sentido em nossa existência,

E paz na terra aos homens de boa vontade…

.

Canção Verde

•December 13, 2011 • Leave a Comment

Verde vida

Viva verde!

.

Essa é a gente verde,

que veio para fincar,

uma raiz, uma canção de união,

mas não para lutar

.

Chega de briga à toa,

Se quiser uma coisa boa,

Chegue junto para agregar

E fique para construir

Ver o mundo crescer e sorrir assim

.

Plantas crescendo

Crianças aprendendo

Mais que jamais se quis

Gente se unindo

Um futuro surgindo

E um final feliz!

.

O verde que sempre se quis é assim:

o verde da esperança

o verde da planta crescendo no solo

aos cuidados de uma criança…

.

Vaya con Dios little turkey

•December 3, 2011 • Leave a Comment

Die, big fat turkey!

But die well –

It is thanksgiving on earth

And Christmas in hell…

.

Vaidade

•December 3, 2011 • Leave a Comment

Escreveria sobre nada

Se sobre nada houvesse o que escrever…

Tão somente escrevo, então, por vaidade,

Pois que sobre isto tenho o que dizer…

.

Não tenho, contudo, para quem o fazer…

Por isto deixo estas palavras sem qualquer sentido,

Para que qualquer um as possa ler

Quando, assim como eu, sentir-se perdido…

.

Perco-me apenas em mim,

E só por isso escrevo então

Tais versos que tento ornar

Com algo bonito enfim,

Assim como tanta paixão

Que me cerra em me amar.

.

Ora! Se assim não o fosse,

Sequer as escreveria…

Pois qualquer coisa que diga em palavras

- ainda que formando versos –

É qualquer coisa que já sabia!

.

E embora vazias de um sentido tal

Afirmo com escusa sinceridade:

Escrevo sem parar e sem razão

Para que penses que apesar de em vão

Satisfazem tais versos afinal

Minha insone e contumaz vaidade…

.

The MadHouse.com

•December 3, 2011 • Leave a Comment

I am done

And gone

From this place filled with drones

Delivering themselves everyday

In a virtual world

Afraid to die

But running from their lives,

More and more,

They arrive,

Out of a human heart,

Enhanced with a hard-drive.

.

(The matrix has called you in

For endless possibilities

And no original sin!)

.

Virtually you find no pain

Rampages of illusions

For no gain

But faded dreams and those delusions

All over again

.

Fake friends and non-existing men

Imaginary nights right during the day

Lies leading to lies

Leading to no-men’s land…

.

Afraid to die you run from any end

You live amongst all means

But scared of your own friends

You love and fuck like this

And wake up running again and again

.

Seems no matter how hard you go

Something harder is in your way

Like a sick rotten game

Played by sick rotten men…

.

But if I am free to understand

How have we come to this place

Where I can’t not play

And I am the crazy one

‘Cause all I want is to dance the dance…

.

 
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