A Canção Antropológica do Menino Lunar (em ritmo de maracatu)
Agora, sentado na nuvem
Alta do Menino Lunar
Observo no mundo das pessoas
Algo que me faz pensar:
Por que elas não fazem isso?
- Sinceramente, sei lá!?
.
Milhões de máquinas frenéticas
Brigando por um lugar,
Com tão pouco tempo e inteligência
Vagando de lá para cá…
.
E quantas almas assim,
Emburradas, vimos passar?
Perdidas, doídas, sofridas,
Na sua vingança do seu penar…
.
E quantas naves partidas
Nunca viram o lado de lá?
Uma viagem, milhares de vidas,
E somente o destino a julgar!
.
De um lado guerras perdidas
Do outro, brigas a travar,
Sempre juntas, Perfeição e Vida,
Constantemente a mudar…
.
Deuses, deusas e mortais,
Viveram e morreram sem mais,
Propiciando caridades
E tremendos bacanais!
.
Povos unidos por sua diferença,
Seus medos dos “iguais”,
Pois cada um, em cada crença,
Desconhece seu satanás.
.
Se mesmo Hades, no submundo,
Justiça às almas traz,
Que pecado provado em segredo
Com sua moral finalmente jaz?
.
E nesta condenação ao degredo,
- um passo pra frente, e dois para trás –
Olhamos pro lado com medo,
Porque sabemos que somos iguais.
E triste de quem vê esse árduo enredo
Engendrado por “Nosso Pai”.
.
E ao encerrar a canção,
Do alto da nuvem, estrelas no céu,
Instrumentos e coração,
O Menino Lunar estende o chapéu,
E agradece a vossa atenção.
.
(Obrigado!, Muito obrigado!) x Meninos Lunares…
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