Crônica de Um Olhar
Estava o menino lunar
a observar por ai,
a conhecer o mundo,
a tentar entender suas inconsistências
e seus aparentes absurdos,
caminhos cinzas
levando a outros caminhos ainda mais obscuros,
almas penando distraídas,
entre indas e vindas
e medos de uma saída
ou de um fim.
Quando, assim, de repente,
algo novo e surpreendente,
fez o menino parar:
intrigante e impossivelmente,
uma supernova e um buraco negro,
simultâneos e absolutos,
a destruir e recriar,
apontando em segredo
a entropia num olhar…
.
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